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{"id":108,"date":"2012-06-08T10:22:21","date_gmt":"2012-06-08T13:22:21","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosentir.com.sites1.sisgel.com\/?p=108"},"modified":"2013-04-08T13:09:29","modified_gmt":"2013-04-08T16:09:29","slug":"desapego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacosentir.com\/?p=108","title":{"rendered":"DESAPEGO, Caminho para a Transforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_cQjIVIagPYc\/SoA1RCeFGDI\/AAAAAAAAAJw\/F2HMl0ijP9E\/s400\/1539073.jpg\" alt=\"\" width=\"570\" \/><\/p>\n<p>O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Ap\u00f3s constru\u00edrem a colm\u00e9ia, abandonam-na. E n\u00e3o a deixam morta, em ru\u00ednas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram al\u00e9m do que necessitavam \u00e9 deixado sem preocupa\u00e7\u00e3o com o destino que ter\u00e1. Batem asas para a pr\u00f3xima morada sem olhar para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Na VIDA DAS ABELHAS temos uma grande li\u00e7\u00e3o. Em geral O homem constr\u00f3i para si, pensa no valor da Propriedade, tem ambi\u00e7\u00e3o de conseguir mais bens, sofre e briga quando na imin\u00eancia de perder o que &#8220;lutou&#8221; para adquirir.<\/p>\n<p>&#8220;Onde estiver nosso cora\u00e7\u00e3o, ali estar\u00e3o nossos tesouros&#8230;&#8221; Assim, n\u00e3o pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade. Essa teia n\u00e3o o deixa al\u00e7ar v\u00f4o para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo ap\u00f3s a morte, quando um simples pensamento como &#8220;Para quem vai ficar a minha casa?&#8221; \u00e9 capaz de ret\u00ea-lo em uma etapa que j\u00e1 podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experi\u00eancias superiores.<\/p>\n<p>Para o homem, tirar a vida de animais e us\u00e1-los como alimento \u00e9 normal. Derrubar \u00e1rvores para fazer conservas de seu miolo, tamb\u00e9m. Costuma comprar o que est\u00e1 pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o pr\u00f3prio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele.<\/p>\n<p>A li\u00e7\u00e3o das abelhas vem do seu esp\u00edrito de doa\u00e7\u00e3o. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupa\u00e7\u00e3o se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que t\u00eam, seja para quem for &#8211; o que \u00e9 muito diferente de doar o que n\u00e3o tem valor ou de dirigir a doa\u00e7\u00e3o para algu\u00e9m da nossa prefer\u00eancia.<\/p>\n<p>Vivemos uma \u00e9poca de celebridades, apelos f\u00e1ceis \u00e0 riqueza, ao consumismo, \u00e0s paix\u00f5es avassaladoras. Transitamos aturdidos por um mundo em que o destaque vai para aquele que mais tem. E a todo instante os comerciais de televis\u00e3o, os an\u00fancios nas revistas e jornais, os outdoors clamam: \u201cCompre mais. Ostente mais. Tenha mais e melhores coisas\u201d. \u00c9 um mundo em que luxo, beleza f\u00edsica, ostenta\u00e7\u00e3o e vaidade ganharam tal espa\u00e7o que dominam os julgamentos. Mede-se a import\u00e2ncia das pessoas pela qualidade de seus sapatos, roupas e bolsas. D\u00e1-se mais aten\u00e7\u00e3o ao que possui a casa mais requintada ou situada nos bairros mais famosos e ricos. Carros bons somente os que t\u00eam mais acess\u00f3rios e impressionam por serem belos, caros e novos. Sempre muito novos. Adolescentes n\u00e3o desejam repetir roupas e desprezam produtos que n\u00e3o sejam de grife. Mulheres compram todas as novidades em cosm\u00e9ticos. Homens se regozijam com os ternos car\u00edssimos das vitrines. Tornamo-nos, enfim, escravos dos objetos. Objetos do desejo que dominam nosso imagin\u00e1rio, que impregnam nossa vida, que consomem nossos recursos monet\u00e1rios. E como reagimos? Ser\u00e1 que estamos fazendo algo _ na pr\u00e1tica _ para combater esse estado de coisas? No entanto, est\u00e1 nos desejos a grande fonte da nossa trag\u00e9dia humana. Se superarmos a vontade de ter coisas, j\u00e1 caminhamos muitos passos na estrada do progresso moral. Experimente olhar as vitrines de um shopping. Olhe bem para os sapatos, roupas, j\u00f3ias, chocolates, bolsas, enfeites, perfumes. Por um momento apenas, n\u00e3o se deixe seduzir. Tente ver tudo isso apenas como s\u00e3o: objetos. E diga para si mesmo: \u201cN\u00e3o tenho isso, mas ainda assim eu sou feliz. N\u00e3o dependo de nada disso para estar contente\u201d. Lembre-se: \u00e9 por desejar tais coisas, sem poder t\u00ea-las, que muitos optam pelo crime. Apossam-se de coisas que n\u00e3o s\u00e3o suas, seduzidos pelo brilho passageiro das coisas materiais. Deixam atr\u00e1s de si frustra\u00e7\u00e3o, infelicidade. Revolta. Mas, h\u00e1 tamb\u00e9m os que se fixam em pessoas. V\u00eaem os outros como algo a ser possu\u00eddo, guardado, trancado, n\u00e3o compartilhado. Esses se escravizam aos parceiros, filhos, amigos e parentes. Exigem exclusividade, geral crises e conflitos. Manifestam, a toda hora, possessividade e inseguran\u00e7a. Extravasam ego\u00edsmo e n\u00e3o permitem ao outro se expressar ou ser amado por outras pessoas. \u00c9, mais uma vez, o desejo norteando a vida, reduzindo as pessoas a tiranos, enfeando as almas. H\u00e1, por fim, os que se deixam apegar doentiamente \u00e0s situa\u00e7\u00f5es. Um cargo, um status, uma profiss\u00e3o, um relacionamento, um talento que traz destaque. \u00c9 o suficiente para se deixarem arrastar pelo transit\u00f3rio. Esses amam o brilho, o aplauso ou o que consideram fama, poder, gl\u00f3ria. Para eles, \u00e9 dif\u00edcil despedir-se desse momento em que deixam de ser pessoas comuns e passam a ser notados, comentados, invejados. Qual o segredo de libertar-se de tudo isso. A palavra \u00e9 desapego. Mas&#8230; Como alcan\u00e7\u00e1-lo nesse mundo? Pela lembran\u00e7a constante de que todas as coisas s\u00e3o passageiras nessa vida. Ou seja: para evitar o sofrimento, a receita \u00e9 a supera\u00e7\u00e3o dos desejos. Na pr\u00e1tica, funciona assim: pense que as situa\u00e7\u00f5es passam, os objetos quebram, as roupas e sapatos se gastam. At\u00e9 mesmo as pessoas passam, pois elas viajam, se separam de n\u00f3s, morrem&#8230; E devemos estar preparados para essas eventualidades. \u00c9 a din\u00e2mica da vida. Pensando dessa forma, aos poucos a criatura promove uma auto-educa\u00e7\u00e3o que a ensina a buscar sempre o melhor, mas sem gerar qualquer apelo ego\u00edsta.<\/p>\n<p>Se queremos ser livres, se queremos parar de sofrer pelo que temos e pelo que n\u00e3o temos, devemos abrigar em n\u00f3s um \u00fanico desejo: o de nos transformar. O exerc\u00edcio \u00e9 ter sempre em mente que nada nem ningu\u00e9m nos pertence, que n\u00e3o viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos solt\u00e1-las. Assim, quando algu\u00e9m ou algo tem de sair de nossa vida, n\u00e3o alimentamos a ilus\u00e3o da perda. Adquirimos vis\u00e3o mais ampla.<\/p>\n<p>O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a algu\u00e9m. O apego emba\u00e7a o que deveria estar claro: por tr\u00e1s de uma pretensa perda est\u00e1 o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se n\u00e3o abrimos m\u00e3o do velho, como pode haver espa\u00e7o para o novo?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Ap\u00f3s constru\u00edrem a colm\u00e9ia, abandonam-na. E n\u00e3o a deixam morta, em ru\u00ednas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram al\u00e9m do que necessitavam \u00e9 deixado sem preocupa\u00e7\u00e3o com o destino que ter\u00e1. Batem asas para a pr\u00f3xima morada sem olhar para tr\u00e1s. 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