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{"id":15,"date":"2013-03-07T18:59:35","date_gmt":"2013-03-07T21:59:35","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosentir.com.sites1.sisgel.com\/?page_id=15"},"modified":"2013-03-07T19:17:18","modified_gmt":"2013-03-07T22:17:18","slug":"parapscologia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/espacosentir.com\/?page_id=15","title":{"rendered":"Parapscologia"},"content":{"rendered":"<h2>O que \u00e9 Parapsicologia?<\/h2>\n<p>Parapsicologia \u00e9 o processo cient\u00edfico de investiga\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos inabituais, de ordem ps\u00edquica e psico-fisiol\u00f3gica. \u00c9 uma disciplina cient\u00edfica, mas n\u00e3o propriamente uma ci\u00eancia, pois o seu lugar cient\u00edfico \u00e9 nos quadros da Psicologia. Os pr\u00f3prios fundadores da moderna Parapsicologia sustentam a sua natureza dependente, embora reconhecendo a necessidade de sua autonomia transit\u00f3ria. \u00c9 necess\u00e1rio compreendermos isso para n\u00e3o atribuirmos \u00e0 nova disciplina numa posi\u00e7\u00e3o excepcional no plano do conhecimento, e sobretudo para n\u00e3o lhe darmos um sentido ou um car\u00e1ter misterioso.<\/p>\n<p>Colocando as coisas em seu devido lugar, podemos dizer que a Parapsicologia \u00e9 uma nova forma de desenvolvimento das pesquisas psicol\u00f3gicas. A ambi\u00e7\u00e3o dos parapsic\u00f3logos, dos primeiros momentos at\u00e9 agora, tem sido uma s\u00f3: conquistar para a Psicologia uma \u00e1rea de fen\u00f4menos ps\u00edquicos ainda desconhecidos. N\u00e3o quiseram e n\u00e3o querem transform\u00e1-la numa ci\u00eancia independente. O objeto da Parapsicologia s\u00e3o os fen\u00f4menos ps\u00edquicos n\u00e3o-habituais, mas apesar disso naturais, comuns a toda esp\u00e9cie humana. E mais do que isso: comuns \u00e0s demais esp\u00e9cies vivas, pois h\u00e1 tamb\u00e9m a Parapsicologia Animal.<\/p>\n<p>Embora situada no campo cient\u00edfico da Psicologia, a Parapsicologia liga-se naturalmente a outras \u00e1reas das Ci\u00eancias. Porque os fen\u00f4menos parapsicol\u00f3gicos s\u00e3o de ordem vital, ps\u00edquica e f\u00edsica. Sua complexidade \u00e9 a mesma de todas as formas de manifesta\u00e7\u00f5es vitais. Por isso, eles podem ser estudados e interpretados de v\u00e1rias maneiras, a partir de diferentes posi\u00e7\u00f5es. Por exemplo: os parapsic\u00f3logos norte-americanos e europeus, da escola de Rhine, encaram os fen\u00f4menos como de natureza psicol\u00f3gica; e os parapsic\u00f3logos russos, da escola sovi\u00e9tica, encaram os fen\u00f4menos como de natureza fisiol\u00f3gica. Os primeiros afirmam, atualmente, a natureza extra-f\u00edsica, ou tipicamente ps\u00edquica, desses fen\u00f4menos, que nada teriam de material; os segundos sustentam a sua natureza fisiol\u00f3gica, e portanto material.<\/p>\n<p>Essa e outras discrep\u00e2ncias n\u00e3o invalidam nem prejudicam o desenvolvimento da Parapsicologia, que se processa com a mesma rapidez nos dois campos ideol\u00f3gicos em que se divide o nosso mundo. Porque, cientificamente, pouco importam as interpreta\u00e7\u00f5es. O que interessa \u00e9 o desenvolvimento da investiga\u00e7\u00e3o, a descoberta progressiva, atrav\u00e9s de pesquisas cient\u00edficas bem dirigidas, rigorosamente controladas e criteriosamente avaliadas nos seus resultados, da natureza dos fen\u00f4menos parapsicol\u00f3gicos. Somente isso poder\u00e1 levar a Parapsicologia \u00e0 conquista efetiva da \u00e1rea ou zona de fen\u00f4menos ps\u00edquicos e psicof\u00edsicos at\u00e9 h\u00e1 pouco inteiramente desconhecida, mas j\u00e1 agora bem demarcada nos mapas.<\/p>\n<p>O livro do prof. Joseph Banks Rhine, Da Duke University, Estados Unidos: O Novo Mundo da Mente, apresenta-nos essa \u00e1rea na forma de um mapa bem delineado. Esse mundo, como diz o autor, s\u00f3 \u00e9 novo para as Ci\u00eancias. Porque, na realidade, \u00e9 conhecido do homem h\u00e1 muitos mil\u00eanios. Talvez desde que o homem existe. As Ci\u00eancias atuais, que tratam de quest\u00f5es objetivas, deixaram de lado vastas zonas do conhecimento antigo cuja investiga\u00e7\u00e3o objetiva era dif\u00edcil, sen\u00e3o imposs\u00edvel. A zona dos fen\u00f4menos parapsicol\u00f3gicos foi uma delas. Mas agora, que as Ci\u00eancias apresentam um grande desenvolvimento em todas as dire\u00e7\u00f5es do conhecimento, j\u00e1 se torna naturalmente poss\u00edvel enfrentar o perigo e correr os riscos de investiga\u00e7\u00f5es nessas zonas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 justo, pois, acusarmos os parapsic\u00f3logos de medrosos por avan\u00e7arem vagarosamente, nem os acusarmos de temer\u00e1rios quando arriscam interpreta\u00e7\u00f5es como a extra-f\u00edsica de Rhine ou a materialista de Vass\u00edliev. Os que avan\u00e7am por zonas desconhecidas devem ter a coragem das afirma\u00e7\u00f5es, quando se julgam suficientemente seguros nas suas conquistas. Mas os que ainda n\u00e3o obtiveram os mesmos \u00eaxitos t\u00eam o direito de duvidar e continuar avan\u00e7ando de maneira cautelosa. Isso acontece em todas as Ci\u00eancias e em todas as disciplinas cient\u00edficas e n\u00e3o somente na Parapsicologia. Os que alegam essas diverg\u00eancias como motivo para n\u00e3o tomarem conhecimento das novas descobertas s\u00e3o apenas comodistas. Encontram uma boa desculpa para n\u00e3o se darem ao inc\u00f4modo de levantar-se de suas confort\u00e1veis poltronas, mas continuam cochilando enquanto o progresso caminha com os que andam.<\/p>\n<p>Apesar disso \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer uma diferen\u00e7a entre a aud\u00e1cia dos exploradores leg\u00edtimos e a impostura dos aventureiros. Estes aproveitam-se das confus\u00f5es naturais e passageiras do desenvolvimento da nova disciplina cient\u00edfica para mais confundi-la no esp\u00edrito p\u00fablico, em benef\u00edcio de seus interesses pessoais ou sect\u00e1rios. \u00c9 l\u00edcito ao investigador honesto, credenciado por seus conhecimentos e sua dedica\u00e7\u00e3o a ci\u00eancia, tirar ila\u00e7\u00f5es audaciosas de suas conquistas, mesmo porque o far\u00e1 dentro dos limites exigidos pelo bom-senso e a honestidade. Mas n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito ao aventureiro fazer afirma\u00e7\u00f5es infundadas e desonestas, torcendo e distorcendo as coisas para defender a sua opini\u00e3o pessoal ou de grupo.<\/p>\n<p>A Parapsicologia tem sido v\u00edtima desses aventureiros, que o povo n\u00e3o sabe distinguir dos investigadores e dos estudiosos honestos. Costumam dar espet\u00e1culos p\u00fablicos em nome da nova disciplina cient\u00edfica, iludindo as pessoas desprevenidas, como se a Parapsicologia fosse uma nova forma de magia e ilusionismo. Arrastam as pessoas dotadas de sensibilidade especial \u00e0s salas de espet\u00e1culo e as exibem \u00e0s c\u00e2maras de televis\u00e3o, sem o menor respeito pelo crit\u00e9rio cient\u00edfico. D\u00e3o cursos de Parapsicologia sobre \u201ccomunica\u00e7\u00f5es com os mortos\u201d, e coisas semelhantes, como se problemas dessa natureza j\u00e1 estivessem resolvidos pela pesquisa parapsicol\u00f3gica, que mal os aflorou ainda, sem chegar a qualquer resultado definitivo. E tudo isso parece ter por finalidade o desprest\u00edgio da Parapsicologia, com objetivos obscurantistas.<\/p>\n<p>O mesmo j\u00e1 sofreu a Psicologia, em passado recente. O mesmo sofreram outras Ci\u00eancias e disciplinas cient\u00edficas. Ningu\u00e9m pode impedir que a ignor\u00e2ncia, a m\u00e1-f\u00e9 interesseira, ou mesmo a ingenuidade promovam arrua\u00e7as desta esp\u00e9cie em zonas pouco policiadas, como as da divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Mas \u00e9 evidente que as pessoas interessadas no conhecimento verdadeiro da Parapsicologia e do que se faz, nos grandes centros universit\u00e1rios do mundo, a seu respeito, n\u00e3o podem deixar-se embair por esses charlat\u00e3es. At\u00e9 mesmo nas institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, dedicadas exclusivas e rigorosamente ao tratamento cient\u00edfico da nova disciplina, eles t\u00eam conseguido infiltrar-se, defendendo teses absurdas, sustentando hip\u00f3teses duvidosas como verdades comprovadas ou fazendo exibi\u00e7\u00f5es anti-cient\u00edficas de sujets paranormais.<\/p>\n<p>Os interessados em Parapsicologia devem compreender, antes de mais nada, que uma disciplina cient\u00edfica n\u00e3o comporta exibi\u00e7\u00f5es de tipo teatral. O verdadeiro parapsic\u00f3logo, ou simplesmente o verdadeiro estudante de Parapsicologia, jamais se apresentar\u00e1 num programa de televis\u00e3o ou num sal\u00e3o para dar espet\u00e1culos de ilusionismo e malabarismo ou para tentar as conhecidas \u201cdemonstra\u00e7\u00f5es\u201d de telepatia pelo m\u00e9todo de esquina de rua. A Parapsicologia se fundamenta na pesquisa cient\u00edfica de laborat\u00f3rio, arduamente realizada, com todos os rigores necess\u00e1rios do controle cient\u00edfico, obtendo resultados que s\u00e3o submetidos a tratamento matem\u00e1tico para que possam ser legitimamente avaliados. Fora disso, o que temos \u00e9 simples empirismo, charlatanismo ou ingenuidade.<\/p>\n<p>Os cursos populares de divulga\u00e7\u00e3o parapsicol\u00f3gica s\u00e3o ben\u00e9ficos, quando dados por institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas id\u00f4neas com a finalidade de esclarecer o p\u00fablico e adverti-lo contra as mistifica\u00e7\u00f5es. Seus certificados e diplomas t\u00eam apenas o valor de um atestado de boa-informa\u00e7\u00e3o. Esses cursos n\u00e3o formam parapsic\u00f3logos. Apenas informam os seus freq\u00fcentadores quanto aos problemas e aos objetivos da nova disciplina. \u00c9 assim, apenas assim, que devem ser encarados. Quando, pois, um pretenso parapsic\u00f3logo se prop\u00f5e a \u201censinar\u201d que a Parapsicologia nega a exist\u00eancia de esp\u00edritos, de comunica\u00e7\u00f5es espirituais, de princ\u00edpios religiosos e filos\u00f3ficos, como o da reencarna\u00e7\u00e3o e da exist\u00eancia de Deus, os seus diplomas e certificados n\u00e3o t\u00eam sequer o valor de atestado de informa\u00e7\u00e3o sobre o assunto.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m deixar bem claro que alguns aprapasic\u00f3logos de renome mundial, s\u00e9rios e altamente capacitados, chegaram a sustentar, com base nas ila\u00e7\u00f5es que tiraram de suas investiga\u00e7\u00f5es, a superviv\u00eancia da mente ap\u00f3s a morte f\u00edsica. O Prof. Whately Carington, da Universidade de Cambridge, respons\u00e1vel pelas famosas experi\u00eancias de telepatia com desenhos que forneceram as primeiras provas cient\u00edficas da precogni\u00e7\u00e3o, chegou a formular uma teoria parapsicol\u00f3gica da exist\u00eancia post-mortem. O Prof. Harry Price, catedr\u00e1tico de l\u00f3gica da Universidade de Oxford, sustenta a mesma tese afirmando que a mente humana sobrevive \u00e0 morte e tem o mesmo poder da mente do homem vivo, de influir sobre outras mentes e sobre o mundo material. O Prof. Soal, da Universidade de Londres, realizou com \u00eaxito experi\u00eancias de \u201cvoz-direta\u201d, nas quais a voz do comunicante vibra no espa\u00e7o independentemente do sensitivo ou m\u00e9dium. O Prof Rhine, em O Novo Mundo da Mente, reconhece que nas experi\u00eancias examinadas por sua esposa, a Profa. Louise Rhine, na Duke University, h\u00e1 casos que sugerem a participa\u00e7\u00e3o de uma entidade extra-corp\u00f3rea.<\/p>\n<p>Enquanto isso, Robert Amadou, na Fran\u00e7a, sustenta a posi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica segundo a qual os fen\u00f4menos paranormais s\u00e3o de ordem inferior, relacionados com o psiqusimo animal, de maneira que n\u00e3o podem provar nada a respeito da alma e sua sobreviv\u00eancia. \u201cA rigor, escreveu Amadou, podemos aceitar que alguns elementos inferiores do psiquismo conservem, depois da morte funcional do corpo, uma exist\u00eancia pr\u00f3pria, e continuem, assim, n\u00e3o propriamente uma individualidade ilus\u00f3ria, que durante a vida era tomada pela verdadeira personalidade, mas aquilo que a tradi\u00e7\u00e3o chinesa denomina de influ\u00eancias errantes. Tratar-se-ia de imagens e lembran\u00e7as que n\u00e3o estariam ligadas a nenhuma consci\u00eancia, de fatos ps\u00edquicos isolados, segundo a express\u00e3o do Prof. Broad, de fragmentos capazes de inspirar o m\u00e9dium\u201d (La Parapsychologie, 4 parte, cap. III, A quest\u00e3o da sobreviv\u00eancia).<\/p>\n<p>Essa posi\u00e7\u00e3o de Amadou e Broad coincidem com a teoria teos\u00f3fica de Helena Petrovna Blavatsky da exist\u00eancia dos \u201ccasc\u00f5es astrais\u201d ou corpos espirituais abandonados por almas ou esp\u00edritos. Teoria, ali\u00e1s, considerada absurda por alguns te\u00f3sofos, como se v\u00ea no livro de P.A . Sinnet: Incidentes da Vida da Senhora Blavatsky. Sinnet considera essa teoria como simples resultado de uma precipita\u00e7\u00e3o de Blavatsky. E acrescenta: \u201cTodos quantos, posteriormente, estudaram ocultismo, sabem hoje que o plano astral desempenha na vida de al\u00e9m-t\u00famulo um papel muit\u00edssimo mais importante do que a err\u00f4nea teoria dos \u201ccasc\u00f5es\u201d nos fez inicialmente supor\u201d. (Cap. VIII: Resid\u00eancia nos Estados Unidos). Mas \u00e9 evidente que tudo isto nos serve para mostrar que a Parapsicologia em si, como disciplina cient\u00edfica, n\u00e3o nega nem prova a realidade da sobreviv\u00eancia espiritual e suas consequ\u00eancias. A controv\u00e9rsia a respeito existe no campo parapsicol\u00f3gico como em qualquer outro.<\/p>\n<p>Necess\u00e1rio, pois, dividir entre Parapsicologia e interpreta\u00e7\u00f5es parapsicol\u00f3gicas. A Parapsicologia, como disciplina cient\u00edfica, trata objetivamente dos fen\u00f4menos paranormais, encontrando-se ainda na orla da praia desse vasto continente em que se estendem as plan\u00edcies ou as regi\u00f5es montanhosas das doutrinas religiosas e ocultistas. As interpreta\u00e7\u00f5es religiosas e filos\u00f3ficas dos resultados obtidos pela pesquisa parapsicol\u00f3gica podem ser, de acordo com a posi\u00e7\u00e3o do analisador, favor\u00e1veis ou contr\u00e1rias \u00e0 sobreviv\u00eancia espiritual do homem. Mas \u00e9 evidente que mesmo nessas interpreta\u00e7\u00f5es existem as que se orientam pelo bom-senso e a honestidade, e as que se desmandam em distor\u00e7\u00f5es dos fatos visando a objetivos sect\u00e1rios. Cabe \u00e0s pessoas de bom discernimento fazerem a distin\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>A Parapsicologia aparece no campo das investiga\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas como a conseq\u00fc\u00eancia natural do desenvolvimento da chamada psicologia profunda, a partir de Freud, e da psicologia da forma ou Gestalt, a partir de Wertheimer. A Psican\u00e1lise iniciou a investiga\u00e7\u00e3o do inconsciente, que a Parapsicologia aprofunda, e a Gestalt desenvolveu os estudos da percep\u00e7\u00e3o, que a Parapsicologia amplia.<\/p>\n<p>Do encontro e da fus\u00e3o dial\u00e9tica desses dois ramos da Psicologia surgem a teoria e a pesquisa da percep\u00e7\u00e3o extra-sensorial, considerada esta como capta\u00e7\u00e3o direta da realidade pelo inconsciente, num processo gest\u00e1ltico de percep\u00e7\u00e3o, ou seja, numa forma de percep\u00e7\u00e3o global que os sentidos n\u00e3o abrangem. Os limites do psiquismo se ampliam muito al\u00e9m do sens\u00f3rio comum. A Psicologia se liberta da sua sujei\u00e7\u00e3o ao f\u00edsico e mesmo ao fisiol\u00f3gico, sem entretanto esquecer a realidade do condicionamento psicofisiol\u00f3gico. \u00c9 o que examinaremos mais adiante.<\/p>\n<p>Trecho retirado do Livro: Parapsicologia Hoje e Amanh\u00e3<br \/>\nA Parapsicologia, tamb\u00e9m conhecida como Pesquisa Psi, \u00e9 o estudo de alega\u00e7\u00f5es de origem supostamente sobrenatural e associada a disciplina que estuda a ocorr\u00eacia de fen\u00f4menos ps\u00edquicos chamados paranormais e cujas causas ainda n\u00e3o s\u00e3o totalmente conhecidas. A experi\u00eancia humana, ou seja, as intera\u00e7\u00f5es aparentemente extra-sens\u00f3rio-motoras entre seres humanos e o meio ambiente. Esses fen\u00f4menos tamb\u00e9m conhecidos como fen\u00f4menos paranormais ou fen\u00f4menos Psi.<\/p>\n<p>De um forma geral os fen\u00f4menos Psi podem ser classificados, quanto \u00e0 forma de apresenta\u00e7\u00e3o, em extra-sensoriais e psicocin\u00e9ticos. Os extra-sensoriais, identificados pela sigla PES (percep\u00e7\u00e3o extra-sensorial) s\u00e3o os fen\u00f4menos que envolvem conhecimento. Podem ainda classificados quanto ao tipo, em telepatia, quando fonte e receptor forem seres humanos e em clarivid\u00eancia, quando a fonte \u00e9 o meio ambiente. Quanto ao tempo, esses fen\u00f4menos podem ser classificados em retrocogni\u00e7\u00e3o, simulcogni\u00e7\u00e3o e precogni\u00e7\u00e3o, quando estiverem relacionados, respectivamente, ao passado, ao presente e ao futuro. Os fen\u00f4menos psicocin\u00e9ticos, identificados por PK (psychokinesis) s\u00e3o caracterizados pela a\u00e7\u00e3o sobre o meio ambiente. Quando esta a\u00e7\u00e3o for diretamente observ\u00e1vel ser\u00e1 dita macro-PK, e quando microsc\u00f3pica, micro-PK.<br \/>\nAndr\u00e9 Carneiro, mago qu\u00e2ntico da palavra.<\/p>\n<p>&#8220;Parapsicologia legalizou fantasmas,<br \/>\nfuturo se tornou presente.<br \/>\nDiscos telegrafam que n\u00e3o estamos s\u00f3s.<br \/>\nE o livre arb\u00edtrio,<br \/>\neternidade do c\u00e9u e do inferno?<\/p>\n<p>Telequin\u00e9sia, is\u00f3topos, bi\u00f4nica,<br \/>\ncartas Zenner,<br \/>\ncibern\u00e9tica.<br \/>\nRadar acaricia<br \/>\numa neblina fria<br \/>\nno corpo de V\u00eanus.<br \/>\nCrian\u00e7as brincam de faz-de-conta,<br \/>\ntelesc\u00f3pios provocam as estrelas.<\/p>\n<p>(&#8230;) Ano dois mil fim do mundo.<br \/>\nE os olhos claros, frios,do microsc\u00f3pio?<\/p>\n<p>Escrevo um poema.<br \/>\nNa \u00faltima edi\u00e7\u00e3o,<br \/>\ncrime do punhal,<br \/>\nprevis\u00e3o, tempo duvidoso.<\/p>\n<p>\u00c0 noite o sono nos recarrega.<br \/>\nManh\u00e3, entre milh\u00f5es,<br \/>\ncal\u00e7amos os sapatos,<br \/>\nrecome\u00e7amos as tarefas.&#8221;<\/p>\n<p>A Parapsicologia estuda os seguintes aspectos:<\/p>\n<p>* A hip\u00f3tese da exist\u00eancia de uma forma de obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es (comunica\u00e7\u00e3o) que prescinda da utiliza\u00e7\u00e3o dos sentidos humanos conhecidos (percep\u00e7\u00e3o extra-sensorial), tais como telepatia, clarivid\u00eancia e precogni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>* A hip\u00f3tese da exist\u00eancia de uma forma de a\u00e7\u00e3o humana sobre o meio f\u00edsico em que n\u00e3o seriam utilizados quaisquer mediadores ou agentes (m\u00fasculos ou for\u00e7as f\u00edsicas) conhecidos, como a psicocinese.<\/p>\n<p>Parapsic\u00f3logos investigam v\u00e1rios tipos de fen\u00f4menos paranormais incluindo clarivid\u00eancia, telepatia, cura, e o oculto, mas com uma dose de cepticismo e ci\u00eancia.<\/p>\n<h3>* C\u00e9rebro, mente, psi<\/h3>\n<p>O nosso corpo \u00e9 regido pelo c\u00e9rebro e este d\u00e1 forma \u00e0 mente da pessoa, que \u00e9 o ente diretor da vida, o ser inteligente, o esp\u00edrito do Homo sapiens. Trata-se de um ente imaterial e abstrato, que controla os nossos atos, e ao qual durante s\u00e9culos se deu o nome de alma, at\u00e9 que com o passar do tempo e em consequ\u00eancia das descobertas cient\u00edficas este voc\u00e1bulo foi substitu\u00eddo pelo termo psi, que corresponde \u00e0 23.\u00aa letra do alfabeto grego, cujo significado origin\u00e1rio foi o de alma.<\/p>\n<p>Em termos fisiol\u00f3gicos, pode dizer-se que o c\u00e9rebro \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o composto por pouco mais de 1 Kg (1160 g) de tecido celular macio formado por milh\u00f5es de neur\u00f4nios, de cada um dos quais surgem mais de dez mil ramifica\u00e7\u00f5es nervosas conectadas com o sistema nervoso central e que al\u00e9m de processarem milh\u00f5es de dados por segundo, s\u00e3o capazes de gerar bioelectricidade. A chave do funcionamento deste maravilhoso organismo vivo, onde se aloja a mente, continua a ser hoje um grande mist\u00e9rio, ainda indecifr\u00e1vel para a ci\u00eancia. Os processos internos da mente, atrav\u00e9s das diferentes zonas do c\u00e9rebro, est\u00e3o estreitamente relacionados entre si e s\u00e3o a causa dos fen\u00f4menos conscientes psicol\u00f3gicos e tamb\u00e9m parapsicol\u00f3gicos, que ultrapassam os limites f\u00edsicos do pr\u00f3prio organismo, para alcan\u00e7arem outras pessoas ou objetos, atrav\u00e9s da for\u00e7a bioenerg\u00e9tica geradora da potencialidade psi.<\/p>\n<p>Utiliza-se o termo &#8220;manifesta\u00e7\u00e3o psi&#8221; para designar os fen\u00f3menos paranormais, isto \u00e9, aqueles que s\u00e3o paralelos aos normais, tanto objetivos como subjetivos, sem julgar antecipadamente a sua natureza. Este termo foi aceite oficialmente no congresso de Utreque (1953), no qual tamb\u00e9m foi decidido substituir o termo de metaps\u00edquica pelo de parapsicologia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que \u00e9 Parapsicologia? Parapsicologia \u00e9 o processo cient\u00edfico de investiga\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos inabituais, de ordem ps\u00edquica e psico-fisiol\u00f3gica. \u00c9 uma disciplina cient\u00edfica, mas n\u00e3o propriamente uma ci\u00eancia, pois o seu lugar cient\u00edfico \u00e9 nos quadros da Psicologia. 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